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Procon divulga lista de sites que devem ser evitados na Black Friday

O Procon de São Paulo divulgou uma lista com 419 sites que devem ser evitados pelos consumidores de todo o país. O objetivo é proteger quem pretende aproveitar a Black Friday que se aproxima para realizar compras pela internet.

A “lista negra” é atualizada todos os anos com base em denúncias e reclamações recebidas pelo órgão fiscalizador durante a Black Friday. Só em 2017, o Procon-SP contabilizou 2.091 queixas. Dos 419 sites listados, 252 estão fora do ar.

Veja abaixo a “lista negra” com os sites que devem ser evitados:

02eventos.com.br

adorocompraronline.com

aikade.com

amkg.com.br

anabolizantesmaromba.com

andradeshop.com.br

anneperfumes.com.br

annymakeup.com.br

aproveitex.com.br

artepress.com.br

atacadomania.com.br

atletika.com.br

atrativamoveis.com.br

audiobass10.com.br

auroramagazine.com.br

aventurasepicas.com.br

azurramoveis.com.br

baratinhomesmo.com.br

baratoajato.com.br

bazardevantagens.com.br

bazarimportado.com.br

bbarato.com

bcmagazine.com.br

belezaexpressa.com

belgrand.com.br

besteletronicos.com

bestinformatica.com.br

birobiro.com.br

bluerobottech.com

bodytreino.com.br

bolsadevantagens.com.br

boxeletro.com.br

brothershape.com.br

buscaeletro.com.br

buscavantagem.com.br

caraveleshop.com.br

cardozoeletro.com.br

casaeletro.net

casarisque.com.br

casasaurora.com.br

centerglobal.com.br

centerglobalsp.com.br

centernot.com.br

centersulmagazine.com.br

centraldoseletronicos.com.br

centuryshop.com.br

cestacheia.com.br

chamaimports.com

ciadaslentes.com.br

cicilia.com.br

climaeletronicos.com.br

cliquereceptores.com.br

cofelen.com.br

comercialbenjamin.com.br

comoviversem.com

comprasuper.com.br

conecthmarcas.com.br

consuteleletroshop.com.br

coquelux.com.br

corpetesbrasil.com.br

corpoperfeito.com.br

curtiucompra.com

dantaseletroeletronicos.com.br

denobi.com.br

descontex.com

descontomoveis.com.br

descontosmagazine.com.br

diamagazine.com.br

diashop.com.br

dicompra.com.br

digitalcompras.com.br

digitalnex.com.br

dimportbrasil.com.br

distribuidorajk.com

docolmoveis.com.br

donadona.com.br

duks.com.br

ebayeletro.com

egdeletro.com.br

elaser.com.br

eleshop.com.br

eletroalba.com.br

eletrobrasshop.com.br

eletrocataratas.com.br

eletroed.com

eletrofastcompras.com.br

eletrojet.com.br

eletromegashopping.com.br

eletromm.com.br

emporiodascamisetas.com.br

enchantedstore.com.br

eshopping-me.com

espacoanaaslan.com.br

essencialeletro.com.br

estilomenina.com.br

eumeinteresso.com.br

evidencecenter.net

extramaisbarato.com

ezcompracerta.com.br

f5b.com.br

facildecomprar.com.br

farejandoofertas.com.br

farejarviagens.com.br

faston.com.br

fdcelulares.com.br

feetoutlet.com

felixeletro.com.br

fikefashion.com.br

fioreto.com.br

fitchstore.com.br

fiteletronicos.com.br

fitshoes.com

flordemenina.com

fortcell.com.br

fostonbrasil.com.br

francaeletro.com.br

freecomprascoletivas.com

freeshopinformatica.com.br

freeshopmais.com.br

friturasemoleo.com.br

frozenshop.com.br

futuraeletro.com.br

g5imports.com.br

gabimagazine.com.br

gabrielamodaepresentes.com.br

game7.com.br

gamebonds.com

gangmusic.com.br

gennova.com.br

glabin.com.br

goiascobrancas.com.br

goldplay.com.br

gruponcenter.com

gwxinformatica.com.br

habitomoveis.com.br

herbalist.com.br

hipermaisbarato.com.br

horadigitalshop.com.br

horuseletronicos.com.br

imperdivel.com.br

imperioglassdecor.com.br

importeletro.com.br

infinityeletroshop.com

infogrego.com.br

infonot.com.br

internetdinheiro.com.br

istoeofertas.com

itecmagazine.com.br

jogos3ds.com

jumbomagazine.com.br

junioreeletronicos.com.br

kadz.com

karolldollmakeup.com.br

kayeeletro.com.br

kebarato.com.br

kingmania.com.br

kmisetas.com.br

kopers.com.br

ksleletronicos.com.br

kvinformatica.com.br

lalunacosmetics.com.br

larmovel.com.br

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liquidaiphone.com.br

liquidamais.com.br

litortalshop.com.br

livrariabiz.com.br

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localclub.com.br

localdoeletro.com.br

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lojadodidi.com

lojadosete.com.br

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lojafrozen.com.br

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lojamaxbr.com.br

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territoriodainformaticamg.com.br

TICKETSRJ.COM

tmania.com

topveste.com

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tradinginformatica.com.br

trevoeletro.com.br

tripulante.com.br

trivagomoveis.com.br

tudoeletro.com

turbofertas.com.br

uplimports.com.br

usemojave.com.br

useperfume.net.br

usstore.com.br

uzzetop.com

venanimports.com.br

vendaanabolizantes.com.br

ventausa.com.br

viamagazine.com.br

virtualmegashop.com.br

visou.com.br

vitaepe.com.br

vitishop.com.br

vitoriashair.com.br

vl2b.com.br

vocedeapple.com

voceprincesa.com.br

voltzz.com.br

vortexair.com.br

vula.com.br

wikee.com.br

wikeeimports.com.br

wkclub.com.br

wtaimport.com

xeletro.com

xinguilingui.com

zanott.com.br

zapcel.com.br

zioto.com.br

zuba.com.br

Fonte: institutomongeralaegon.org

Internet lenta? Saiba como reclamar

Você vê uma publicidade de um provedor que garante, digamos, 100 Mb. Assina o serviço, mas percebe que a velocidade de internet é muito inferior à prometida no anúncio. Nesses casos, é possível rescindir o contrato com a operadora sem multas ou encargos.

O Superior Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade da rescisão, no fim de setembro, em uma ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina em 2009. O argumento era de que a empresa não havia divulgado de maneira adequada que a velocidade real de conexão era inferior à anunciada em suas peças publicitárias.

A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, reforçou na decisão que o Código de Defesa do Consumidor estabelece como direito dos cidadãos o recebimento de informações adequadas, sobre condições, preço e características de um serviço antes de sua contratação.

“O consumidor pode se arrepender de contratar um serviço que tenha um percentual mínimo de garantia de velocidade que não lhe foi informado e que não lhe agrade. A proteção à sua boa-fé e à sua confiança reside, portanto, no reconhecimento do direito de rescindir o contrato sem encargos, por não desejar receber o serviço em que a velocidade mínima que lhe é garantida – e não informada na publicidade – é inferior às suas expectativas”, analisou.

Essa é considerada uma “publicidade enganosa por omissão”, informa a advogada da Proteste Livia Coelho. Nesses casos, diz ela, é possível aceitar outro produto equivalente ou fazer a rescisão do contrato sem multas e encargos.

Velocidade contratada

Na prática, há uma variação na velocidade mínima permitida e que é determinada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), segundo a assessora técnica do Procon-SP Fátima Lemos. Ela explica que essa variação deve estar sinalizada em contrato.

Os percentuais dessa variação valem desde 2014, quando a Anatel alterou a velocidade contratada que os provedores precisam garantir.

Em banda larga fixa e móvel:

– a velocidade instantânea deve ser de no mínimo 40% da contratada em pelo menos 95% dos testes realizados;

– a velocidade média deve ficar em pelo menos 80% do índice contratado no provedor do serviço.

Teste

Para saber a velocidade real, os consumidores devem acessar o site Brasil Banda Larga, da EAQ (Entidade Aferidora de Qualidade de Banda Larga) e da Anatel. Para smartphones, há ainda apps que podem fazer a verificação (disponível gratuitamente para os sistemas Android e iOS).

A advogada da Proteste recomenda registrar – pode ser por meio de captura de tela – os resultados. Também é importante que o consumidor guarde o material referente à oferta e o contrato.

Antes de acionar a Justiça, a orientação é tentar resolver o caso extrajudicialmente, entrando em contato com a empresa. Caso não tenha sucesso, é possível registrar reclamação no site da Anatel ou com os órgãos de defesa do consumidor.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Dicionário ajuda a entender a linguagem dos mais jovens

A gerente comercial Marisa Ramos é taxativa em sua afirmação: “detesto falar ao telefone”. Comunicação com ela, somente por mensagem de texto. Ligação? “Não atendo”, garante Marisa, enquanto se diverte com a própria resposta.

Assim como Marisa, milhões de adolescentes se recusam a atender a ligações de telefone e se comunicam apenas por aplicativos de trocas de mensagens de texto, como Whatsapp e Messenger. Quando perguntados sobre o motivo, a resposta é simplesmente porque preferem. Ponto!

Até aí, tudo bem. Com certo esforço para enxergar o teclado do smartphone, a empresária Gracinda Teixeira, de 58 anos, consegue manter uma comunicação escrita com o filho Gabriel, de 12 anos, que também se recusa terminantemente a atender às ligações da mãe. Dificuldade maior é entender a linguagem que o filho usa na rede, cheia de siglas, abreviações e palavras com novas grafias.

“Cada dia é uma sigla nova, uma expressão diferente. Sempre tenho que perguntar o que ele quer dizer com aquilo, é difícil entender, e eles nem sempre têm paciência para explicar”, reclama Gracinda.

Em entrevista ao programa Identidade Geral, exibida no dia 5 de novembro de 2017, o linguista Emílio Pagotto explica que toda língua varia e muda no tempo. “A língua, no seu curso da história, e os bons gramáticos sabem disso, ela vai se transformando. Até aquilo que a gente entende como certo ou que a gramática entende como certo é também um produto da história. Se a gente tomar o padrão de língua do século XVIII ou XIX, hoje, provavelmente cometeríamos erros. Porque naquele tempo, aquilo que concebia como certo e como errado mudou”, afirma o professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

E para ajudar nossos leitores a entender a linguagem dos mais jovens, o portal de notícias do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon preparou um minidicionário com os termos e siglas mais usadas na rede. Confira abaixo!

ADD: adicionar.

AFF: expressa indignação.

BBK: babaca.

BFF: Best friends forever (melhor amigo de todos os tempos).

Brinks: usado quando a pessoa deseja alertar que não estava falando sério, mas sim, brincando.

D+: demais.

Fake: falso.

FLW: Falou ou “falow”, como andam escrevendo pelas redes sociais.

Hater: pessoas que fazem comentários de ódio e críticas sem muito critério.

Lacrar: arrasar, ser incrível.

LOL: “Laughing Out Loud” ou “rindo alto”.

MDDC: Meu Deus do céu.

MDS: Meu Deus.

OMG!: “Oh my God!” ou “Ai meu Deus!”, é usada para expressar surpresa ou espanto.

Ootd: Outfit of the day ou Look do dia.

PFV: por favor.

PLMDDS: pelo amor de Deus.

Poser: pessoa que quer parecer algo que não é.

RBF: “Resting Bitch Face”, “cara de uó” ou “cara de paisagem”.

S2: representa um coração, bastante usado quando alguém “amou” receber uma mensagem ou para demonstrar carinho. Também é representado pelo desenho “<3”.

Sambar: arrasar, fazer algo incrível.

SDD: saudade.

SDV: segue de volta.

Shippar: mostrar aprovação por algum casal, seja ele de amigos ou de namorados.

SQN: “só que não”, geralmente utilizada de forma sarcástica após uma afirmação falsa.

TBT: Throwback Thursday (ou “quinta-feira de volta ao passado”, em livre tradução). Costuma que vem sendo disseminado nas redes sociais de usar a quinta-feira para republicar fotos ou postagens do passado.

TMJ: “tamo junto” ou “estamos juntos”.

Trollar: aprontar algo com alguém.

Spoiler: revelar informações sobre o conteúdo de algum livro, filme ou série, sem que a pessoa tenha visto.

VDD: verdade.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Crime contra a honra: cinco motivos para não deixar de processar quem te ofende na Internet

Todos os dias diversas pessoas são ofendidas na Internet, seja pelas redes sociais, pelos comunicadores instantâneos, aplicativos de troca de mensagens, de imagens, etc. Essa realidade se tornou tão corriqueira que muitos estão proferindo as ofensas como se a Internet de fato fosse uma terra sem Leis. Não poderiam estar mais enganados!

Ao contrário do que muitos imaginam, essa constatação não se dá pelo fato de existir o Marco Civil da Internet, e o seu decreto regulamentador, mas sim porque toda a legislação de nosso país é plenamente aplicável à internet, intranet, deep web, dentre todas as demais vertentes tecnológicas utilizadas pelos usuários. O Direito Digital engloba desde uma cadeira que utiliza tecnologia para massagear o usuário (já que precisa necessariamente de um hardware e uma programação básica para tanto), até a lâmpada inteligente, o smartwatch (relógio), o smartphone, etc.

Assim, fica claro que a limitação cogitada no Direito Digital é muito menor do que imagina o leigo, ou aquele que não buscou conhecer mais sobre o tema. Por isso, vale ressaltar alguns motivos para que você não deixe impune aquele que proferiu uma ofensa, ameaça, fato inverídico, ou praticou o bullying por meio digital.

1) Conforme supracitado, toda a legislação brasileira é aplicada nos meios virtuais, ou seja, se houve um crime contra a honra, um ataque à sua reputação, bullying, ou foi expressada a opinião anonimamente, todos podem ser responsabilizados pelos seus atos no mundo digital;

2) A quebra de sigilo se tornou algo corriqueiro entre os provedores de aplicação, e de conexão, portanto, costuma haver certa cooperação caso tenha ocorrido ato legalmente reprovável, inclusive por força do Marco Civil da Internet;

3) O ofensor normalmente pratica ato reiterado, ou seja, enquanto não for repreendido, ou perder o interesse em atacar a pessoa, provavelmente continuará criando perfis falsos, atacando/ofendendo e criando histórias falsas (as quais são as situações mais habituais, dentre diversas outras);

4) É crescente no Poder Judiciário a compreensão de que há o direito de pleitear exclusão do perfil, bloqueio, e ainda, a elaboração de carta de retratação no próprio perfil do ofensor, explicando o que fez, e tornando público o seu pedido de desculpas;

5) A condenação à obrigação de não postar mais no perfil da vítima, à indenização e, muitas vezes, até penal, tem se tornado muito mais concreta, dependendo da atuação do Advogado especialista em Direito aplicado à tecnologia, já que este consegue explicar com facilidade ao Poder Judiciário como funcionam os meios eletrônicos, além de fornecer provas corretamente coletadas, e demonstrar a eficácia da condenação.

Portanto, cada vez que uma vítima deixa de buscar seu ofensor, uma injustiça é mantida por descrença nos operadores do Direito, o que nada mais é do que um grande equívoco

Por Plinio Higasi
Fonte: Jus Brasil | amo Direito

‘Tem muito pai que é pedófilo e não sabe’, diz advogada especialista em crimes digitais

O alerta acima é da advogada Ana Paula Siqueira, especialista em crimes digitais e autora do livro “Comentários à Lei do Bullying”.

Ela está numa cruzada para sensibilizar os pais sobre os crimes que seus filhos praticam no mundo digital. Pede atenção especial para a chamada “pornografia da vingança”, aquela onde alguém que se sentiu traído ou abandonado divulga fotos ou cenas do ex em situações de sexo. Só este ano aumentou em 200% o número de clientes que a procuraram com esse tipo de problema.

“Impunidade na internet é um mito”, avisa, para emendar, em seguida: “nude nunca deve ser feito”.

Ana Paula Siqueira afirma que crimes digitais estão sendo praticados em larga escala por crianças e adolescentes com a absoluta complacência de quem deveria zelar para que isso não acontecesse. “Os pais podem ser presos pelos nudes que os filhos armazenam”, garante.

A base do seu raciocínio é o próprio artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, que determina a pena de 1 a 4 anos de reclusão para quem “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”. O autor pode ser o filho, mas o proprietário do celular ou do computador é o pai, conclui.

A advogada defende uma blitz praticamente diária nos celulares e computadores da meninada, para que não haja o risco dos pais serem surpreendidos por notícias trágicas.

Por Domingos Fraga
Fonte: noticias.r7.com | amo Direito

Comprou e teve prejuízo? Redes sociais e sites viram excelentes armas para o consumidor

A internet faz parte do nosso dia a dia. E na tentativa de solucionar demandas de maneira mais fácil e eficiente, consumidores recorrem a ferramentas disponíveis na web.

Seja por meio do celular, do tablet ou do computador, eles usam redes sociais, sites das empresas e também páginas de reclamação na internet como uma arma para ajudá-los a resolver problemas e a cobrar respostas.

Atividades essenciais regulamentadas como água, energia elétrica e bancos possuem um Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) funcionando 24 horas por dia para receber queixas e sugestões. Mas com os demais serviços, a história é diferente.

Por isso, o uso de alguns sites, como: Reclame Aqui, Consumidor.gov.br e o próprio Procon, tem se tornado constante.

Só no site oficial de reclamações do governo federal, o Consumidor.gov.br, por exemplo, de janeiro a julho deste ano, foram registradas mais de 6,1 mil demandas de pessoas que moram no Estado, sendo 72,9% de quem vive na Grande Vitória.

Entre as queixas realizadas no canal, 80% foram solucionadas. Além disso, 23,7% das reclamações recebidas pelo site foram feitas diretamente no portal, ou seja, a pessoa não acionou a empresa primeiro.

Orientação

De acordo com as orientações do Procon Estadual, antes de procurar o órgão de defesa do consumidor ou ir para as mídias sociais reclamar é importante primeiro acionar a empresa pelos canais de comunicação disponíveis.

“Isso acontece porque nem todos os serviços e produtos, principalmente alimentícios, contam com o SAC 24 horas. Mesmo nesse caso, você deve recorrer primeiro à empresa ou ao local onde comprou o item”, orientou a diretora-presidente do Procon Estadual, Denize Izaita.

Reclamações

Segundo o juiz titular do 3º Juizado Especial Cível de Cariacica, Ademar João Bermond, como todo comércio, no on-line, também existem fornecedores e consumidores e as condutas de ambos, às vezes, ferem a lei.

Ainda de acordo com o juiz, entre as principais queixas julgadas por ele em relação às vendas on-line estão a não entrega da compra e quando o vendedor anuncia um produto e envia outro.

“A resolução dessas demandas são na verdade o que mais ocorre nos juizados. Como elas não são resolvidas entre as partes, a única alternativa é buscar o poder judiciário. Grande parte dessa demanda é recebida pelo juizado especial cível, que julga causas de até 40 salários mínimos.”

Cliente pode sair de vítima para vilão

As redes sociais são um espaço eficiente na hora do consumidor reclamar, mas por outro lado, os excessos nas mensagens podem tirar o usuário da situação de vítima e colocá-lo como vilão. É preciso ponderar o que vai ser publicado.

“O consumidor tem que ter cuidado ao fazer qualquer tipo de exposição da loja que está negociando. Se ele for fazer algum comentário negativo e a informação não proceder, a empresa pode processá-lo por danos morais e de imagem. Isso pode ocorrer principalmente nas mídias sociais”, explicou o titular do 4° Juizado Cível de Vitória, Paulo Abiguenem Abib.

Segundo o juiz, nesse tipo de situação, quem fizer as publicações pode responder por esse ato que denigre uma pessoa física ou jurídica com um processo cível ou criminal.

O caso mais emblemático ocorreu em 2013, aqui no Espírito Santo. Três pessoas, após encontrarem problemas em produtos, reclamaram do atendimento da loja na internet. Mas o desabafo exagerado gerou processo de difamação contra os reclamantes.

O titular do 3º Juizado Especial Cível de Cariacica, Ademar João Bermond, reforça que como a empresa depende da imagem dela para comercializar, se o consumidor se utiliza de uma plataforma on-line para difamá-la ou denegrir a imagem da empresa de uma forma indevida, ele está suscetível a responder por isso.

“Se a reclamação feita for procedente, o consumidor não pode ser punido por isso. Mas se ele fez uma reclamação procedente, mas também se excedeu, ainda assim pode ser punido. É preciso conter os excessos, já que a soma dessas reclamações pode prejudicar a empresa”, declarou Bermond.

Ferramentas para o consumidor

Quem procurar?

Empresa

A primeira coisa a se fazer é procurar a empresa responsável pelo produto ou serviço. Pode ser pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) ou indo ao local da compra.

Agência Reguladora

É preciso formalizar a reclamação na agência regulamentadora do serviço/produto. Se a empresa tiver índices muito menores que os estabelecidos por lei, ela pode perder a concessão ou a licença.

Defesa do consumidor

Procon

O Procon é um órgão de defesa do consumidor que auxilia na resolução de problemas com as empresas ou com as prestadoras de serviços. A pessoa pode ir até uma agência municipal ou estadual.

Defensoria Pública

Em caso de se sentir lesado por uma empresa, é possível entrar com um processo no juizado especial cível. Toda pessoa com renda familiar inferior a R$ 1.637,11 tem direito à assistência jurídica gratuita.

On-line

Site do Procon

É possível realizar atendimento eletrônico e tirar dúvidas no Sistema Nacional de Informação de Defesa do Consumidor (Sindec) no site do Procon.

Consumidor.gov.br

No site do governo federal é possível se comunicar diretamente com as empresas participantes, que se comprometeram a receber, analisar e responder as reclamações de seus consumidores em até 10 dias.

Proteste

A Proteste é uma associação para a defesa dos direitos do consumidor. No site é possível fazer reclamações, consultar produtos e ver testes realizados.

Outros serviços

Telemarketing

No site do Procon Estadual está disponível um serviço de bloqueio de telemarketing. No prazo de 30 dias depois do cadastro as ligações precisam parar.

Consultas

Os institutos de defesa do consumidor disponibilizam material com dicas, orientações e informações sobre empresas e produtos.

Fonte: www.gazetaonline.com.br | amo Direito

Pedido negado: arrependimento de compra fora do prazo não gera indenização

A 3ª Turma Recursal do TJDFT confirmou sentença do 1º Juizado Especial Cível de Brasília que negou pedido de ressarcimento e indenização de consumidora ante a desistência da compra de ingressos adquiridos via Internet. A decisão foi unânime.

De acordo com os autos, em setembro de 2015, a consumidora adquiriu, via site da Central dos Ingressos Promoções e Eventos, ingresso para o carnaval de Pompeu/MG, a ocorrer de 5 a 9 de fevereiro de 2016, consistente em: Camarote oficial Open Bar + Boate feminino, Choppada + Festa Fantasia, e Pool Party, no valor total de R$ 630,34. Em novembro de 2015, solicitou o cancelamento da compra, por e-mail, alegando “motivos de trabalho”, bem como o reembolso da quantia paga. Ante a negativa de atendimento ao pleito, formalizou reclamação no Procon e protocolou ação judicial, a fim de alcançar seu objetivo.

Ao negar o pedido, a juíza originária lembra que “o prazo para desistência imotivada a que tinha direito a consumidora era de sete dias, a contar da entrega do produto, conforme dispõe o art. 49 do CDC”. Ela anota ainda que a própria autora afirma ter recebido os ingressos em 04/09/2015 e somente em 16/11/2015, é que deliberou por desistir do negócio, quando o prazo de reflexão já havia expirado. Ademais, prossegue a juíza, “a pretendida desistência motivada não encontra amparo legal, além de não ter sido comprovada nos autos. Não há qualquer evidência ou mesmo menção da autora no sentido de que ocorreu publicidade enganosa ou abusiva, tampouco dolo por parte da requerida”. Por fim, registra: “Em verdade, deveria a consumidora ter melhor se programado para a aquisição dos ingressos porquanto, uma vez firmado o contrato, independentemente de quaisquer vícios, deve ele ser cumprido”.

Também em sede de recurso, o Colegiado ratifica que “constatado que a solicitação de desistência da compra foi efetuada fora do prazo legal (mais de 90 dias do recebimento do produto), não há que se falar em ressarcimento integral do valor despendido, tampouco de compensação por danos extrapatrimoniais, mesmo porque a ação somente foi ajuizada em dezembro de 2016, cerca de dez meses após a realização do evento” E acrescenta: “No mais, a isolada alegação de que a desistência teria sido causada por compromissos profissionais não se subsume à hipótese de caso fortuito ou força maior (CC, Art. 393,§ único), inclusive por não ter sido devidamente comprovada pela recorrente na instrução processual”.

Assim, a Turma negou provimento ao recurso, mantendo, na íntegra, a decisão da juíza.

Processo: 0736722-16.2016.8.07.0016

Fonte: TJDF | amo Direito

De olho no futuro, IMD oferece curso de Inclusão para Idosos

Fruto de uma disciplina do curso de Bacharelado em Tecnologia da Informação do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), sob a coordenação da professora Isabel Dillmann Nunes e com participação do professor Eugênio Paccelli Aguiar Freire, o curso “Inclusão Digital para Idosos” ganhou força e provou ser uma iniciativa de sucesso, superando a estimativa de inscrições quase um mês antes do prazo final.

A ideia do curso Inclusão Digital para Idosos partiu das alunas Luciana de Almeida Mariano e Rayane Lunara Catarino Dantas de Medeiros, que desenvolveram um projeto de extensão com o intuito de promover a inclusão digital para o público da terceira idade, de maneira didática e prática, promovendo o acesso às novas tecnologias, proporcionando-lhes uma vida mais participativa na comunidade virtual.

Neste curso os idosos assistem aulas sobre noções de computação para utilização em computador: introdução às funcionalidades básicas e Internet (Facebook, Skype, Youtube) e Smartphone: utilização básica; uso da câmera; WhatsApp; Instagram; acesso às ferramentas Facebook, Youtube, Skype, entre outros aplicativos de interesse da turma.

A professora Isabel Dillmann, coordenadora do projeto, conta que em sua disciplina “Tecnologia da Informação e Sociedade”, os alunos aprendem a aplicar os conhecimentos adquiridos em aula, na vida fora da universidade. “Dentro da disciplina estudamos ética e tecnologia na sociedade, como a tecnologia pode ajudar na vida da comunidade, e como um aluno do Bacharelado em TI pode ajudar na sociedade e no mercado”. Ela completa reforçando a importância de envolver a sociedade na Tecnologia da informação: “A gente pensava: já conseguimos atender os adolescentes pelo Talento Metrópole, o público do ensino médio com o MedioTec, e também o curso técnico, a graduação. Temos especialização, mestrado, doutorado, mas não estávamos atendendo o público idoso. Acho que agora o IMD abrange todas as idades, todas as áreas da sociedade, desde o adolescente, que é futuro, até os idosos, que a gente mantêm no futuro,” completou.

Fonte: Portal Agora RN

Projeto de lei permite que consumidor use saldo de internet móvel quando quiser

Quem utiliza o celular para acessar a internet já pode ter se deparado com a seguinte situação: o pacote de dados acaba antes do prazo e o acesso à rede é cortado pela operadora, mas, se a franquia que foi contratada não é totalmente utilizada em um mês, esse saldo não retorna para o consumidor.

Um projeto de lei que tramita no Senado pretende mudar essa realidade. A ideia do Projeto de Lei do Senado 110/2017 é permitir que os dados que não forem utilizados em um mês possam ser reaproveitados no mês seguinte ou quando o cliente desejar.

“Se você economiza e não utiliza todo o pacote contratado, as operadoras não permitem utilizar esse saldo que sobra no mês seguintes. Acho que isso não é justo, não é certo. Por isso que apresentei esse projeto de lei para que o consumidor possa usar o saldo que ele contratou e pagou quando desejar”, explica o autor da proposta, senador Dário Berger (PMDB-SC).

O senador diz que considera viável tecnicamente a implantação dessa mudança pelas operadoras de telefonia. O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) disse que não vai comentar projeto de lei ainda em tramitação.

No portal e-Cidadania do Senado, que possibilita a participação do cidadão nas atividades parlamentares, mais de 1,9 mil pessoas já se manifestaram favoráveis ao projeto e 22 contrárias. A proposta tramita em caráter terminativo na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado e, se aprovada, segue para análise na Câmara dos Deputados.

A prática de cortar a internet quando o pacote de dados dos consumidores acaba começou a ser adotada pelas operadoras de telefonia em 2014. Na época, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que as regras do setor permitem às empresas adotar várias modalidades de franquias e de cobranças, inclusive o bloqueio do acesso à internet.

Fonte: Agência Brasil / amodireito